A estranheza da semana me é incompreensível. Mudei eu ou mudou o mundo? Fosse o mundo, as coisas teriam perdido o sentido. Mudei eu, as ressignifico. O soar das cordas do violão preenche o vazio da incerteza e o silêncio da noite. Me vejo como fora de mim, a nadar na piscina, fascinado com o azul brilhante dos azulejos sob o céu escuro e com a água a (des)cobrir cada parte do meu corpo. Descobre coisas que já não me pertencem e fazem parte de um outro eu. Um eu que está além do ansioso batuque dos dedos na perna, além do azulejo molhado da piscina, além dos olhos castanhos e do sorriso voluptuoso da insegurança.
Onde foi que me perdi?
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Encontrei-me!